| Perfil
ideal de um Voluntário |
- Discrição
- Assiduidade
- Pontualidade
- Responsabilidade
- Boa
Vontade
- Paciência
- Prontidão
e iniciativa
- Criatividade
- Vontade
de mudar
- Pró-ativos
Não
devemos nos esquecer que alguns desses itens devem ser estritamente
observados. O voluntário deve seguir fielmente a orientação
dos coordenadores voluntários do setor, caso contrário
a sua intenção de ajudar pode se transformar em um
grande problema de difícil solução.
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Existem
também alguns fatores importantíssimos que devem
ser levados em consideração
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- Equilíbrio
no servir
- Desprendimento
para tolerar aborrecimentos
- Obediência
a hierarquia
- Humildade
e perseverança
Perseverar
sem dúvida é o mais difícil, porque, internamente,
o voluntário se questiona: "- Vou embora, eu vim para
ajudar e não me aborrecer, trabalho de graça, não
preciso passar por isso".
A
solidariedade e o amor ao próximo devem estar sempre acima
dos aborrecimentos. Para atingirmos um bom resultado devemos estar
sempre atentos à importância do trabalho em equipe
e da união de esforços, e saber que, como grupo atuante
devemos enfatizar o espírito de conjunto, onde todo tipo
de individualismo ou estrelismo deverá ficar adormecido.
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"É
belo doar- se quando solicitado, mas é mais belo doar-se
por apenas haver compreendido. Doar-se para continuar a viver,
pois reter é perecer."
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(Eliete
da Silva)
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VEJA
A DIFERENÇA:
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Voluntário
Vencedor
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Voluntário
perdedor
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- É
sempre parte da resposta.
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- É
sempre parte do problema.
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- Sempre
diz "- deixe-me ajudá-lo".
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- Sempre
diz: "não é minha obrigação".
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- Enxerga
uma resposta para cada problema.
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- Enxerga
um problema para cada resposta.
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- Diz:
"pode ser difícil , mas é possível".
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- Diz:
"pode ser possível, mas é difícil".
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"Um
voluntário vencedor não vence pessoas e sim
obstáculos e desafios".
O
bom voluntário tem de preencher alguns requisitos importantes,
que são indispensáveis ao seu crescimento na
esfera de servir.
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- Nunca
escolher tarefas. Procurar desempenhar o que lhe é solicitado
da melhor maneira possível, com muita eficiência
e de preferência em silêncio. Ter amor no que faz
e procurar aferir satisfação com os resultados alcançados
.
- Ter
orgulho do uniforme que veste, orgulho de ter abraçado
uma causa, orgulho de ser representante da entidade onde atua.
O voluntário não pode nunca esquecer que sua atividade
é de foro íntimo e vem do coração.
- Levar
à sério e a termo todas as tarefas que assumiu,
partindo da premissa que a instituição, os atendimentos
e o Setor como um todo dependem dessa execução.
- Sentir
prazer no que faz, por mais simples e sem importância que
possa parecer.
- O
voluntário tem sempre de procurar informações,
estar atento aos avisos fixados na sala, para não perder
a noção do global, da meta a ser atingida, da missão.
A
constante transformação do voluntário,
de amador bem intencionado, a membro não remunerado de
uma equipe, porém trabalhando de forma profissional e
bem treinado, é o progresso mais significativo do setor
sem fins lucrativos.
Quando
se fala em profissionalização do trabalho voluntário,
referimo-nos a uma forma de atuação mais profissional
quanto ao nível de responsabilidade, postura e comportamento.
Por ser o trabalho voluntário uma prestação
de serviço sem remuneração, temos sempre de
levar em conta os motivadores pessoais de cada voluntário;
e quando se fala em motivadores pessoais, passamos imediatamente
a perceber que o contingente filosófico também importa,
e muito.
Vamos
filosofar um pouco:
ALTERIDADE
- ALTER = OUTRO
Alteridade
é a capacidade de uma pessoa entrar em comunhão com
o outro, se identificar com outro, o que resulta no respeito pelo
outro. Esse "outro", dentro do trabalho voluntário,
alcança um conceito muito amplo, pois abrange o atendido,
os funcionários, os diretores e os companheiros. Portanto
o voluntário tem de estar muito bem consigo mesmo, para ter
o que doar a esses outros, e a causa a qual se dedica. Ninguém
doa o que não tem. Se
o ser humano é composto por três partes: Corpo, Alma
e Espírito, ele somente terá condição
de se doar inteiramente quando essas três esferas estiverem
em harmonia.
MISSÃO
X AÇÃO
Da
mesma maneira que algumas pessoas ao escolherem uma profissão
seguem sua vocação, na área do servir o voluntário
também deve seguí-la. A missão da entidade
deve estar adequada a vocação do voluntário.
Aqueles que se dirigem à área da saúde, por
exemplo, têm um determinado perfil, bem como aqueles que se
dirigem a área da educação. Assim o voluntário
deve possuir o dom e seguir sua vocação quanto a área..
Para
cada área de atuação existe uma correspondência
na vocação do voluntário. Quando esse fator
não é levado em conta, há altos níveis
de turn-over (entrada e saída) de voluntários nas
entidades.
Para
cada atividade que necessita do trabalho voluntário corresponde
um tipo adequado de voluntário, com perfil correspondente.
Contrapartida
A
contrapartida do trabalho voluntário, em todo processo de
doação, também deve ser abordada nesse capítulo
. Essa atividade nunca foi reconhecida pela nossa sociedade, e,
muitas vezes, foi vista com olhos miúdos, porque, durante
anos, foi exercida por mulheres ricas, primeiras damas. Foi ai que
surgiu o esteriótipo voluntária = dondoca ou voluntária
= não tem o que fazer.
Consideremos
esta imagem injusta, pois assistimos , ao longo das ultimas décadas,
trabalhos importantíssimos serem realizados por voluntárias.
Porém a falta de profissionalização ajudou
a criar esse preconceito.
Hoje,
o voluntário atua como agente de transformação
social, com forte inserção na comunidade, tendo um
grande papel integrador.
Ainda
há muito o que fazer para reverter a imagem deturpada de
voluntário, o que irá beneficiar muito o Terceiro
Setor.
Através
da participação em atividades voluntárias,
as pessoas encontram espaço para seu crescimento pessoal
e para sua auto-realização. Não podemos esquecer
de que quem presta serviço voluntário, dentro de uma
instituição, esta contribuindo para a redução
da dor física e espiritual pela melhoria da condição
de vida, para o crescimento moral, espiritual, e profissional de
pessoas carentes das mais diversas faixas etárias.
Como
resultado, o voluntário passa por significativas transformações
pessoais:
- Restaura
valores importantes adormecidos ou esquecidos.
- Enriquece
espiritualmente e adquire uma nova personalidade repleta de predicados,
como a bondade, a humildade, etc.
- Sua
responsabilidade e tolerância em relação a
fatos e pessoas aumenta.
Todo
esse processo é gradual e vivenciado de maneira diferente
por cada pessoa que passa a perceber que o "sucesso na vida"
(profissão, riqueza, etc.) não é sinônimo
de felicidade, pois esta advém do interior e não exterior.
Um interior enriquecido pelo servir é, sem dúvida,
uma das formas para a felicidade. Para atestar esses conceitos,
pesquisas foram feitas nos Estados Unidos , e mostraram que as pessoas
ao prestarem trabalho voluntário, tem maior longevidade,
adoecem menos, e estão menos sujeitas a doenças de
cunho emocional.
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