Estratégias de Motivação dos Alunos

A palavra voluntariado vem do latim voluntar + Gratuidade. O que existe de mais profundo no ser humano é fruto do desinteresse, da gratuidade. Dar vem de dentro, é uma vocação, um dom, e muitas vezes extrapola a necessidade pessoal.

Por não visar nenhum tipo de remuneração, nem promoção, o voluntário tem de ser permanentemente motivado, para que ele possa extrair o melhor de si mesmo. Inspirar as pessoas no trabalho em grupo ou individual garante com certeza a conquista de melhores resultados. A motivação acaba influenciando o comportamento de cada um dos membros do Setor. Com isso aumentam as chances de se alcançar os resultados alcançados quando da montagem do Planejamento Estratégico.

"Motivação é a força que nos estimula a agir."

Cada pessoa tem motivações próprias, que geralmente são geradas por fatores distintos. É sempre aconselhável que a diretoria ou coordenadores do setor, troquem a tática do "comando e controle" pela teoria da "informação e consenso". O reconhecimento pelo bom trabalho funciona mais do que observações antipáticas sobre tarefas mal sucedidas. A equipe deve ser estimulada desde o momento da capacitação a trabalhar idéias e iniciativas próprias, deixando, porém, sempre claras a obediência à hierarquia e as responsabilidades pelas tarefas assumidas.

Voluntários motivados são essenciais para trazer à entidade, novas idéias, que muitas vezes valem ouro, no competitivo mercado do Terceiro Setor.

Fatores Motivadores

Os fatores motivadores são aqueles que realmente estimulam os voluntários. Esses devem ser promovidos pelos coordenadores e pela diretoria, para manter o grupo sempre motivado. A capacidade par alcançar tais fatores depende do prazer na realização das tarefas, e do envolvimento de cada um. Quanto maior o envolvimento, maior a satisfação com as conquistas do dia-a-dia.

Os fatores motivadores são construídos a partir do crescimento e da auto-realização que cada membro do grupo extrai de suas tarefas.

Muitas vezes algumas atividades realizadas pelo voluntário são muito simples, e se ele não for muito bem instruído, quanto à finalidade de seu trabalho e a sua importância na atividade, pode ficar desmotivado e sair da entidade.

É muito importante que tanto a diretoria como a equipe de coordenação deleguem responsabilidades para enriquecer as tarefas de sua equipe. Essa atitude sem dúvida aumentará a motivação coletiva.

Lembre-se sempre que cada pessoa tem motivações próprias e, portanto, há que se prestar atenção às individualidades.

Algumas Premissas Básicas

A automotivação é a base para estar motivado. A automotivação é alimentada por:

1. Objetivos e metas pessoais que podem ser de longo e curto prazo.
2. Sentimento de auto-estima.
3. Crescimento do auto-conhecimento.
4. Ultrapassar os desafios pessoais.

O trabalho voluntário em uma instituição já é por si só automotivador, sendo da competência da Diretoria do Setor ajudar a perceber esse processo.

Isso se faz com palestras na área de neurolingüística, por exemplo, resultando no aprimoramento do Corpo de Voluntários. Procurar manter as diferentes personalidades alinhadas a um ambiente saudável e amistoso, garantem a automotivação em alta. "A motivação leva o comprometimento que leva ao sucesso."

Motivadores que Geram Satisfação

A. Conquistas - Alcançar ou ultrapassar os objetivos de uma tarefa importante, ou o evento, ou a construção/reforma de uma área, envolve um impulso humano básico. Envolver a equipe para uma conquista e fazer com que ela acompanhe os resultados é um forte motivador e uma rica fonte de satisfação.

B. Avanços - Convidar os voluntários que demonstram mais boa vontade e tenham um desempenho sempre de acordo para coordenar uma atividade em um evento ou par coordenar um setor ou para desempenhar mais uma função motiva sobremaneira, pois cria uma conotação de "promoção" ou "prêmio" pelo trabalho desenvolvido.

C. Interesse - A causa (crianças com deficiências, por exemplo, ou seja, a missão da entidade)
É o primeiro fator de interesse que motiva o voluntário a procurar aquela instituição. Logo, a Missão deve sempre estar no coração de todos, bem como os objetivos e metas (Planejamento Estratégico) devem ser do conhecimento de todos e estar na cabeça dos membros do grupo. Este item constitui uma força motivacional importante que deve sempre ser trabalhada.

D. Reconhecimento - O reconhecimento pelo trabalho executado por cada voluntário deve ser expresso sempre, por meio de agradecimento individual, principalmente pelo presidente ou coordenador do setor, pois ajuda a fortalecer sua auto-estima. Para maior parte deles, o reconhecimento tem o valor de uma recompensa financeira.

E. responsabilidade - Solicitar ao voluntário para desempenhar uma tarefa com um grau de responsabilidade exige que ele desenvolva sua capacidade de comando e de se arriscar, e esses elementos estimulam a auto-estima e motivam quem assume novas responsabilidades.

O Papel do Presidente ou Coordenador na Motivação do Time

A - Como administrar bem

Muitos presidentes (ou coordenadores) são bons líderes e muito simpáticos, nem por isso são bons gerentes. A liderança e a simpatia são apenas alguns dos requisitos para ocupar o cargo, porém devem ser acompanhadas de outras qualidades.

Um ambiente de trabalho agradável é item essencial para manter a motivação; e cabe ao presidente/coordenador criá-lo. Os colaboradores tem direito a um tratamento educado, manso, esperam reconhecimento pelo trabalho desenvolvido.

Observe os pontos fortes de cada voluntário, e delegue responsabilidades que explorem esses pontos.

B. Como Tratar a Equipe

Antes de tudo demonstre confiança no grupo e mostre-se digno desse sentimento. Nunca faça promessas que não poderá cumprir e, principalmente, não peça aos voluntários que façam algo que você jamais faria. Certifique-se que sua equipe sabe que pode contar com seu respeito e lealdade.

Verifique se itens como condições de trabalho, segurança e bom ambiente coletivo estão em ordem e não causam desconforto ou algum tipo de descontentamento. Lide de modo simpático e positivo com os problemas pessoais de cada voluntário, tanto dentro como fora da entidade.

Problemas pessoais atrapalham o desempenho, reduzem a motivação e portanto comprometem o resultado.

Respeite sua equipe e ela o respeitará. A equipe jamais se comprometerá com um presidente/coordenador que não se mostre comprometido. Por isso esteja sempre motivado.

Outro ponto importante nessa área, é que a motivação depende muito da clareza dos objetivos (Planejamento Estratégico), portanto é importante garantir que os voluntários saibam o que a Diretoria do Setor pretende alcançar e o que devem efetivamente fazer para alcançar tais metas tanto em equipe (corpo), quanto individualmente.

A falta de comunicação dentro do Setor constitui um dos maiores problemas à serem resolvidos, e essa comunicação deve ser feita da Diretoria para os Coordenadores e dos coordenadores para seus voluntários. Verifique se todas as mensagens são passadas com cuidado, e elas sempre devem gerar motivação quando recebidas.

  • Mantenha sua equipe informada; a desinformação é fonte de desmotivação.
  • Comunique os fatos internos com rapidez.
  • Encoraje sua equipe a participar das decisões.

Para uma comunicação eficiente é necessário que hajam reuniões mensais entre a diretoria e os coordenadores e entre os coordenadores e seus voluntários. Veículos impressos, como jornal do voluntariado, boletins ou revista do voluntariado, estabelecem uma interação entre todos da entidade e aproxima o setor de voluntários de todos os outros setores.

No caso de uma instituição menor, um boletim mensal, distribuídos a todos os voluntários, já é suficiente. Os murais, dentro da sala de voluntários, constituem um meio básico de transmitir informações.

A iniciativa dos voluntários é um claro sinal de motivação. A capacidade de tomar iniciativas depende do poder delegado ao grupo, além de uma diretoria que reconheça o valor dessas iniciativas. Quanto mais se espera, mais as pessoas farão, desde que estimuladas. Deve-se permitir que os voluntários manifestem suas próprias iniciativas. É importante agradecer de imediato as sugestões enviadas, e que se tenha tato ao recusar uma delas.

Nota: Reuniões, comemorações (natal, dia do voluntário, etc.) e sistema de premiações (por anos de trabalho, por exemplo) são fatores fundamentais para motivar voluntários.

Mantendo a motivação em alta

O interesse pelo trabalho voluntário, depende da essência das tarefas, de sua complexidade e da sensação de conquista obtida após completá-las com êxito. Grande parte das tarefas dos voluntários são repetitivas e de certa forma não parecem tão importantes. Daí a necessidade de os coordenadores estarem constantemente mostrando a importância daquela tarefa, por menor que seja, e estimulando a equipe a ter iniciativas em busca da eficiência.

Nota: Se uma idéia de um voluntário for aceita, divulgue a autoria e permita que ele participe da execução da mesma.

C. Como Delegar

Delegar responsabilidades de peso para uma equipe, não apenas motiva, como também eleva o desempenho geral.

Não se deve delegar tarefas sempre ás mesmas pessoas, pois desmotiva o resto do grupo.

D. Recompensa Pelo Trabalho

As recompensas são motivadoras quando estimulam a competitividade na equipe.

Dê o devido reconhecimento ás equipes que se destacam no decorrer do ano, ao coordenador, pelo trabalho realizado e aos voluntários que dedicaram mais horas, e atenderam prontamente ás solicitações e, portanto fizeram a diferença.

Essa recompensa vem por meio de elogios, que devem ser proferidos por meio de reuniões mensais ou semestrais, ou elogios escritos de próprio punho pelo presidente/coordenador. É uma forma de reconhecimento eficiente. Outra forma de reconhecimento que motiva bastante é a premiação por anos de trabalho: 1 ano, 2 anos, 5 anos, 10 anos, 15 anos 20 anos de trabalho na entidade.

O presidente/coordenador ou coordenador de setor evidenciará o bom desempenho no trabalho de um voluntário ao convidá-lo a participar de uma reunião de Diretoria, ir a uma entrevista, receber uma visita importante e assim por diante.

Epílogo

Como o voluntário não recebe salário, e, portanto não tem aumento, como não é promovido nem recebe incentivos materiais , é necessária a preocupação com a motivação para que o turn-over permaneça estável nas duas medições anuais.

O controle do turn-over está diretamente ligado às técnicas de motivação. Todo o corpo de voluntários tem de participar do sucesso do Setor, das melhorias alcançadas para a clientela e dos resultados positivos obtidos pela entidade.

 
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