Classificação dos Voluntários

Dentro de uma entidade encontramos diversas pessoas executando trabalhos voluntários, porém cada um com um tipo de atuação diferente, e que, por conta disso, devem ser agrupados em quatro categorias distintas:

Voluntários de Gestão

Nessa categoria se enquadram os voluntários que atuam diretamente na gestão da entidade, que são:

a) os membros do conselho (Administrativo, Deliberativo, Consultivo, etc.);
b) os membros do Conselho Fiscal;
c) os membros da Diretoria Executiva;
d) aqueles que iniciam uma associação ou fundação e que se dedicam a entidade voluntariamente, dentro da área específica de sua atuação profissional (médico, dentista, etc.), até serem substituídos por profissionais contratados, quando a entidade cresce.

Voluntários de Atuação

São aqueles que se filiam ao corpo de voluntários da entidade, que atuam uniformizados e são cadastrados no Setor de Voluntários. São os voluntários de atuação que dão apoio à entidade como um todo e também aos voluntários de gestão para conduzir a instituição.

Os voluntários de atuação têm de estar plenamente afinados com a Missão da entidade. São representados por um presidente ou coordenador, que deverá pertencer à diretoria executiva, com a finalidade de dar subsídios às decisões a serem tomadas, pois é ele que esta diretamente ligado à clientela, conhecendo seus problemas e as necessidades urgentes da instituição.

Voluntários Externos

São os que prestam trabalhos voluntários à entidades, sem freqüentá-la semanalmente, não cumprindo portanto, o horário de trabalho dos voluntários de atuação (4 ou 5 horas semanais). Isso ocorre devido a falta de disponibilidade de tempo ou de locomoção, o que não os impedem de pertencer ao Corpo de Voluntários. Eles dão suporte externo ou atuam esporadicamente quando requisitados.

  • Áreas de atuação de Voluntários Externos :

    a) Eventos: atuam pontualmente durante os eventos, nas áreas de divulgação, no setor financeiro, na cozinha, na venda de convites, etc.
    b) Artesanato: confeccionam em suas residências os mais diferentes tipos de mercadorias para serem doados aos assistidos, para serem vendidos no bazar diário, no vazar anual, nas feiras, etc.
    c) Apoio externo: facilitam o trabalho junto a organismos públicos, agilizam processos, etc.
    d) Captador externo: faz a captação de recursos, em espécie ou em mercadorias, sem freqüentar a instituição.

Voluntários de Fim de Semana

As entidades que funcionam inclusive nos finais de semana, como hospitais e casas de apoio, por exemplo, necessitam de um grupo de voluntários para atuar nesse período. As atividades variam de entidade para entidade, mas vão desde fazer companhia aos assistidos ou internados, levar a passeios estabelecidos pela equipe operacional, até transportar mercadorias.

Nas instituições que atuam na área da saúde, os voluntários de fim de semana tem um papel muito importante, pois trabalham diretamente com pacientes fragilizados física e emocionalmente, lhes fazendo companhia, distraindo, contando histórias, no caso de crianças, organizando jogos e, muitas vezes, levando-os a passear.

É um setor que não participa do dia-a-dia da entidade e atua quando as atividades estão mais tranqüilas.

O papel do coordenador deste setor é muito importante e tem de ser muito ativo, integrando-os constantemente ao grupo, à missão e aos objetivos do setor.

Os requisitos básicos para estes voluntários são, principalmente:

a) criatividade;
b) sensibilidade;
c) diplomacia e
d) equilíbrio emocional.

Em quase todas as entidades, essa classificação não esta bem definida, acarretando dificuldades técnicas e também de distribuição de funções.

WEB Voluntários

São os que prestam trabalhos voluntários às entidades, "virtualmente", podem ou não cumprir um horário de trabalho (4 ou 5 horas semanais).

Acredita-se que é uma tendência no mundo contemporâneo, pois a internet permite um rico intercâmbio entre as pessoas e as instituições.

Esta é uma forma de promover a conexão de saberes e conhecimentos de pessoas com experiências profissionais que podem contribuir de modo simples e criativo com várias instituições.

A nova realidade, que a tecnologia nos permite, sem limites nem fronteiras, possibilita a troca de informações sobre saúde, educação, meio ambiente, organização comunitária e cidadania.

Este é o melhor instrumento para motivar pessoas, proporcionando inclusive o intercâmbio de culturas diferentes, conhecimentos de realidades diferentes, promovendo o uso da tecnologia, o desenvolvimento pessoal e social.

 
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